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Horário de ponta sem susto: como deslocar cargas e cortar a conta

Boa parte da conta de energia de uma empresa nasce em três horas por dia. Veja como mapear as cargas flexíveis e tirá-las do horário de ponta sem parar a produção.

Equipe Voltara, Eficiência energética6 min de leitura
Cidade ao entardecer, com prédios à beira de um rio e uma ponte ao fundo

Para boa parte das empresas atendidas em média tensão, três horas por dia pesam mais na conta do que todo o resto da jornada. É o horário de ponta, a janela em que a distribuidora cobra mais caro pela energia e em que a demanda registrada costuma definir boa parte do valor da fatura.

A boa notícia é que muita carga é flexível. Câmaras frias, compressores, bombas, carregadores e até a climatização podem trabalhar um pouco antes ou um pouco depois sem prejudicar a operação. Este playbook mostra como encontrar essas cargas e tirá-las da ponta com segurança.

Descubra quanto a ponta custa para você

Antes de mudar qualquer rotina, separe na fatura o consumo e a demanda na ponta e fora dela. Na modalidade horária verde, o quilowatt-hora da ponta pode custar várias vezes o do restante do dia. Na azul, a demanda também tem preço próprio na ponta. Some os dois e você terá o tamanho do prêmio em jogo.

  • Consumo na ponta: quanto da energia do mês caiu na janela mais cara.
  • Demanda máxima: o maior valor de 15 minutos registrado no mês.
  • Ultrapassagem: quando a demanda passa do limite tolerado sobre a contratada, a parcela excedente é cobrada com tarifa mais alta.

Mapeie as cargas flexíveis

Com medição por equipamento ou por circuito, liste o que funciona entre o fim da tarde e a noite. Para cada carga, responda três perguntas: ela pode começar antes? Pode esperar? Pode ser escalonada para não ligar tudo ao mesmo tempo? As melhores candidatas costumam ser processos com inércia térmica, como refrigeração e aquecimento de água.

Não se trata de desligar a operação na ponta. Trata-se de chegar às 18h com o trabalho pesado já feito.

Teste em uma unidade e meça o resultado

Escolha uma unidade, registre a mudança por escrito e acompanhe temperatura, produção e demanda durante duas semanas. Compare com as duas semanas anteriores. Se a operação não sentiu e a ponta caiu, você tem um padrão para levar às outras unidades. Um piloto bem feito costuma mostrar algo assim:

IndicadorAntesDepois
Consumo na ponta24% do total16% do total
Demanda máxima na ponta3.900 kW3.350 kW
Ultrapassagens no mês30

Automatize para não depender da memória

Rotinas que dependem de alguém lembrar acabam esquecidas na semana mais corrida. Programe os horários no próprio equipamento ou no sistema de automação e crie alertas para quando a demanda se aproximar do limite. Assim, o ganho vira regra, e não exceção.

Onde a Voltara entra

A Voltara acompanha a demanda minuto a minuto, identifica quais cargas mais pesam na ponta e sugere o melhor horário para cada uma. Quando a demanda chega perto da contratada, ela pode escalonar a partida dos equipamentos autorizados e avisa a equipe no Teams ou no Slack.

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